terça-feira, 20 de outubro de 2015

EFEMÉRIDE: 10º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FERNANDO SANTOS

FERNANDO SANTOS


Fernando Eduardo
Fernando Eduardo (de Sousa Delgado da Silva Ribeiro dos Santos), viu a luz do dia a 9 de Dezembro de 1922, num prédio sito na rua de S. João, freguesia de S. Nicolau, a mais tripeira da cidade invicta.
Sob o pseudónimo de "Edurisa Filho", havia de popularizar-se como jornalista, poeta, romancista (adorava ler Eça de Queirós), instrumentista, concertista, músico - não fora sua mãe, Rosalina de Jesus de Sousa Delgado, uma mulher dedicada às artes, professora de Conservatório -, mas sobretudo como homem de teatro.
Rosalina de Jesus
Por sinal, poucas horas antes de vir ao mundo, o pai, Eduardo Ribeiro dos Santos "Edurisa" (Edurisa que surge das palavras iniciais do seu nome), encontrava-se, com a esposa, em Viseu mas era desejo ardente que o filho nascesse no Porto.
"Edurisa"
Num dia em que pesava, no céu, o negro como breu, depressa, era a palavra de ordem, antes que se fizesse tarde. A parturiente foi transportada para aquela cidade, o episódio teve um final feliz e o menino foi baptizado na freguesia do Bonfim, sob a bênção dos padrinhos Alves da Cunha e Berta de Bivar, considerados uns dos maiores expoentes da arte de representar de todos os tempos.
Fernandinho fez a instrução primária, prosseguiu os estudos no Liceu Alexandre Herculano e, de seguida, no Colégio João de Deus. Mais tarde ingressou no Instituto Industrial do Porto, onde frequentou o curso de Construção Civil e Minas.
Fernando Santos e colegas de curso
Numa das festas académicas de finalistas, alguém da comissão promotora incumbiu-o de preparar algumas récitas e uma revista, "Gatas à Porta" (já havia "gatinhado" pela figuração, figuração especial, pequenos papéis, protagonista...)
Tempos após escreveria "A Grande Fita", "Está na Hora", "Abaixo o Grelo" !...
Estava dado o mote. Era, pois, mais forte o gosto pelo teatro, que o atraía poderosamente, do que pela formatura, que abandonou em Janeiro de 1946, após a morte do pai, conceituado jornalista do "Comércio do Porto", assim retratado por Ercílio de Azevedo, seu amigo e contemporâneos de outros críticos bastante respeitados, como Higino de Assumpção, Magalhães Godinho, Joaquim Madureira ou Brás Burity. «...um homem delicado, sensível e compenetrado de sua função de medidor de bom gosto artístico no palco e na tela. Era o que se chama uma pessoa séria, uma vida sem manchas ou grandes repertórios da vida nocturna... Até porque os jornalistas de então eram uma classe distinta de todas as outras, uns tipos bizarros, excêntricos, boémios, castiços, forçados a desprenderem-se dos bens terrenos, devido à exiguidade do ordenado, para se contentarem tão só com a fama - muita honra e poucos proveitos ou proventos... (Curiosamente, "Lurdes", uma peça de Cortez, foi a primeira criticada por "Edurisa". Daí, que na base do gosto do filho pelo teatro está Alfredo Cortez. A sua dedicação foi nesse meio... Fernando, criança astuta, plena de energia, entrou num Teatro com 15 dias. Ficava no camarim do padrinho, o actor Alves da Cunha, enquanto os pais assistiam às peças).
E foi com espanto que os membros da redacção do "Comércio do Porto" viram na noite do enterro de "Edurisa" um sujeito entrar por lá dentro, sentar-se na sua banca, sarrabiscar umas laudas e mandá-las para a tipografia. A cena repetiu-se, uma, duas, três vezes, sem que ninguém se atrevesse a dizer fosse o que fosse... Era o filho do Eduardo Santos que vinha para fazer o trabalho do pai! Os tempos estavam difíceis e tornava-se imperioso olhar pela vida. Como viera, também desapareceu, segundo parece por não adequar as suas críticas teatrais aos interesses publicitários do jornal - e acabou-se!»
Nada o seduzia, senão a "Arte de Talma". Tornou-se prematuramente cenógrafo, a sério, no Teatro Experimental do Porto (TEP). Algumas das suas primeiras peças ficaram inéditas, e outras se terão perdido, eventualmente.
Porém, porque os ganhos eram uma míngua, conseguiu ocupação numa casa bancária sem, contudo, deixar de continuar a fazer aquilo que mais gostava: teatro amador, agora nos "Modestos", actualmente extinto.
Desavenças, levaram-no a afastar-se do Grupo, arrastando consigo todos os outros elementos. Juntos, montaram "Os Amadores do Norte Reunidos", companhia de teatro ambulante. Os ensaios eram em casa de Fernando Santos.
António Pereira da Costa
Certo dia, corria o ano de 1949, bateu-lhe à porta um homem de personalidade bem vincada, com bigodes refilões e enormíssimos, muito senhor do seu nariz. Era o grande industrial, António Pereira da Costa, proprietário da Fábrica do Calvário. Vinha tão simplesmente combinar representações teatrais na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, aprazadas para 19 de Março, data comemorativa da fundação da benemérita Associação e dia de São José.
Aceite o convite, Fernando Santos apresentou-se na terra "dos capões" com o seu Grupo amador, na qualidade de director, encenador e actor. E o que é que encontrou? Nenhuma espelunca imunda e carunchosa, é certo, mas com condições deficitárias em todas as vertentes. Nada que o surpreendesse. Nada que o esmorecesse. Afinal, já tinha passado por pior. Bem pior!
Representaram, então, a peça "Duas Causas", de Mário Duarte.
Na plateia, encontrava-se uma das filhas do industrial anfitrião, Brazinda. Foi amor à primeira vista e três meses depois - mais precisamente no dia 12 de Junho -, António Pereira da Costa era seu sogro.
A cerimónia religiosa deu-se na Capela do Senhor dos Aflitos, em Lousada. Os padrinhos de casamento foram o dramaturgo Heitor de Campos Monteiro e a esposa de Arnaldo Leite, que fora corista no tempo das célebres revistas no Porto.
Definitivamente radicado nesta terra, já o Grupo "Os Amadores do Norte Reunidos" era "cadáver", onde assume o lugar de sócio gerente da Fábrica do Calvário (quem vinha para Freamunde era para trabalhar. Nunca foi uma terra de lazer), deixa-se rapidamente imbuir do bairrismo, que sempre caracterizou este torrão (mais uma vez não foi avaro na adopção de talentos superiores), não precisando, sequer, de molhar os lábios na água "do Agrelo".
Aqui logo encontrou um ambiente muito favorável ao desenvolvimento do teatro, prática dinamizada por entusiastas de antanho, pedaços de nós que foram ficando pelo caminho, verdadeiras jóias que queremos eternizadas: Alexandrino Maria Chaves Velho, Henrique de Vasconcelos, José Pinto Pereira Gomes "Zezinho d'a Casimira", Dr. Alberto Cruz, D. Mercedes Barros, Salvador "Santa Marta" e, sobretudo, Leopoldo Pontes Saraiva, que amiúde levaram à cena operetas, comédias, alguns dramas, autos...
De espírito irreverente e grande bagagem intelectual, iria, primeiramente no seio do Grupo Cénico da ASMF , desenvolver uma maravilhosa cruzada em prol do teatro, onde encenou obras suas e adaptou outras. Tornou-se rapidamente uma figura de referência no círculo cultural. Não foi "incomodado" por aí além, mesmo sabendo que à "máquina" não convinha homens com identidade, inteligência, vontade...
"Bocácio na Rua"
Nos primórdios da década de cinquenta muitas foram as produções de espetáculos, quase todos de beneficência: "Tem Calma Pacheco"; "O Crime de Uma Mulher Honesta"; "Bocácio na Rua"; "Irene"; "A Rainha Cláudia"; "A Flor da Aldeia"; "Traviata"; "Intrigas no Bairro"; "Cama, Mesa e Roupa Lavada"...; as revistas, "Freamunde é Coisa Boa" e "Freamunde de Ontem e de Hoje".
"A Rainha Cláudia"

Porém, Fernando Santos acusou saturação, uma inexplicável apatia, vontade de ensaiar..., e o teatro sofreu um interregno de 10 anos!... De 1954 a 1963.

As constantes abordagens do "bairrista", Maximino Ferreira Rego, sempre "picado" por Nelson Lopes, junto de Fernando Santos, com alguns "insultos" à mistura, porque não entendia o seu desalento, o que o tinha levado a interromper sem que alguém percebesse as actividades teatrais - de tanto descanso, estava a "enferrujar" -, massacraram-no positivamente e em pouco mais de três meses (o dia 22 de Dezembro de 1963 marcou a data da fundação do GTF - Grupo Teatral Freamundense) estava concluída a opereta "Gandarela", documento histórico dos costumes da terra, de sabor restritamente popular e que rapidamente se tornou num enorme êxito. Opereta que tem vindo a ser reposta em cena de dez em dez anos, até ver.
Opereta "Gandarela" - 1963

Foi longo o caminho percorrido desde então. É extenso e brilhante o historial do seu corpo cénico, constituído somente por amadores de todos os quadrantes sociais e profissionais que há várias décadas têm esbanjado versatilidade e talento em palco. O GTF representou em muitas localidades do País e nas maiores e melhores salas de teatro: no Teatro da Trindade, no Luísa Tody, no Garcia de Resende, Sá da Bandeira e no novo Auditório de Gaia. Em 1969 representou Portugal, em Yokoama (Japão), na Exposição Documental "The Amateur Teatre in the Word". No 1º Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), em 1978, representou o teatro amador.
"O Comissário de Polícia", no Teatro Avenida

Fernando Santos foi apenas um rosto, mas o primeiro do GTF, onde se "limitou" a desempenhar as suas múltiplas funções com extraordinária dedicação e empenho. Verdadeiro exemplo de paixão e altruísmo.
Agitou, neste burgo, o mundo - há muito fechado, por sinal - da arte cénica, dando-lhe a projecção e a dignidade que merecia e precisava.
Fernando Santos foi um homem, um mecenas, de elevada cultura e intervenção. Ele foi um dos maiores tribunos que Freamunde gostosamente adoptou, sempre presente em todos os acontecimentos da vida local. Da cidadania, da política (em 20-7-1974, logo após a "Revolução dos Cravos", foi nomeado vogal da comissão administrativa da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, sob presidência do Eng. Ramiro Antunes Ribeiro do Rosário; candidato pela "FEPU" à presidência da Junta desta freguesia, no segundo ato eleitoral - perdeu por pouco, para um candidato populista, escudado numa "máquina" de grande poder... -; membro da Assembleia Municipal, onde sempre defendeu, nas suas intervenções, nos seus "sermões", entendidos como um instrumento activo, grandes causas que continuam hoje a fazer pleno sentido. Homem de firmes, por vezes teimosas, convicções. Uma voz sempre presente nos momentos necessários, frontalidade no pensamento e acção).
Mestre na arte de dizer, a sua palavra era fluente. Raramente lia um discurso. Admirável contador de histórias - algumas não eram mesmo "verdadeiras" -, floreava, dizem, um bocadito. Enfim, "coisas dele".
Curiosamente, quem não o conhecesse, diria que se tratava de um simples e mero aldeão. A sua maneira descuidada no vestir, parecia não estar de acordo com o seu "estatuto". Mesmo em beleza física, "não devia nada à natureza". Nunca foi um modelo favorito para os fotógrafos.
Autor, actor, encenador, ensaiador..., Fernando Santos revelou, por múltiplas formas, o seu culto pela arte de Talma. Um homem, que foi capaz de percorrer Portugal de lés a lés para conhecer um grupo de teatro, de uma aldeia, ou de um bairro citadino.  "O maior consumidor de teatro do País", segundo Carlos Porto, conceituado e exigente crítico teatral.
Freamunde, inteira, devia, por justiça, uma homenagem à referência cultural que sempre a honrou. Reuniram-se vontades - deixá-lo morrer sem o devido tributo, para evitar ferir susceptibilidades ou atear polémicas, seria um erro de todo o tamanho -, e acertou em cheio a organização, a cargo do GTF, AJAF, AALF e Associação Musical de Freamunde, ao "premiar" um dos maiores vultos da nossa cultura, um dos últimos dignos desse nome.
Foi escolhido o dia 21 de Maio de 1994. Na Casa da Cultura - cujo Auditório recebeu o nome do homenageado, depois de descerrada a respectiva lápide -, onde decorreu a sessão solene, este patente uma exposição subordinada ao tema: "Fernando Santos, o homem, a obra e o GTF". A Assembleia Municipal de Paços de Ferreira associou-se ao evento, entregando-lhe uma medalha de ouro, de altruísmo e mérito do Município.
Houve poesia musicada - vozes maviosas que criaram um ambiente cultural e musical digno de realce - de grandes vultos, como Camões, Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Óscar Lopes...
A cerimónia terminou com o lançamento de dois livros de "Edurisa, Filho": "Gandarela", e o ensaio, "Gil Vicente, moralizador de consciências", com prefácios de Norberto d'Ávila e José Carlos de Vasconcelos (Dr.).
À noite, no pavilhão da escola C+S de Freamunde, o GTF levou à cena, "Gandarela", com acompanhamento musical, ao vivo, por parte de um grupo de componentes da Banda desta terra.
Mas não só. Foram lidas mensagens de variadíssimas Instituições: "Círculo Cultural do Porto"; "Grupo Mérito Dramático Avintense"; "Aurora da Liberdade"; "Rádio Clube de Paços de Ferreira"... ; de velhos colaboradores, de amigos, de gente de teatro, como Rui de Carvalho, Roberto Merino, Carlos Avilez, Norberto d'Ávila, Eunice Munoz, Júlio Cardoso...
Rui de Carvalho, ao centro, num convívio proporcionado pelo GTF


RUI DE CARVALHO: « (...) Nestes tempos que correm, tenho a sensação que tudo se vende e tudo se compra e valores que me são muito caros, como a dignidade e o humanismo, se desvalorizam. A presença de Fernando Santos é como um bálsamo, como um adubo, como uma nova seiva para continuar, pois que, efectivamente, é uma referência importante desse meu ofício com dois mil anos de frescura e que muito simplesmente se chama teatro. (...) Glória a Freamunde por habitante tão ilustre que sempre lutou pela construção de avenidas onde a vida tem mais sentido».
Já septuagenário, mantinha-se nele, ainda, a frescura da melhor de todas as juventudes. Uma doença incurável, foi-lhe, entretanto, diagnosticada, afastando-o, não em definitivo, da actividade teatral.
Adivinhava-se o pior. Assim aconteceu. O dia 20 de Outubro de 2005, ficará assinalado como um dos mais pungentes da vida do GTF. Morrera Fernando Santos. Contava 82 anos de idade.
Freamunde ficou de luto - e de luto continua -. O corpo - apenas o corpo cedeu, não o seu espírito, que permanecerá sempre vivo - fora a enterrar no cemitério nº 1 de Freamunde.
Fiel aos amigos, foi também um homem de uma só mulher, Brazinda ( do enlace, resultou o nascimento de dois filhos, Eduardo e Fernando Jorge), com quem partilhou tudo até ao fim.
Custou dizer-lhe adeus. O homem parou, morreu. Cabe-nos continuar a agradecer-lhe. Sempre. Há tantas formas! Por exemplo, evocando continuamente a sua memória. A memória de uma das mais notáveis figuras da cultura deste burgo, e uma das que mais decisivamente contribuiu para a criação, prestígio e triunfo de uma mentalidade moderna entre nós; por exemplo, a Terra saber ser digna do seu legado. Legado cultural para aproveitar e respeitar.
Rua "Edurisa Filho"

Poderá dizer-se que Freamunde já lhe prestou a homenagem merecida, a devida justiça, dando a uma rua e ao Auditório da Casa da Cultura o nome do seu insigne e adoptado filho. Mas, tendo feito muito para honrar a memória de Fernando Santos, Freamunde não fez ainda tudo - e urge que o faça.
O saudoso professor, Gil Aires, nos célebres "Perfil da Semana - Ares de Freamunde", publicados na "Gazeta de Paços de Ferreira", ano de 1953, retratou-o assim:
«Prestes, voa, que o último comboio vai na partida. C'oa breca! Lá se foi o dianho do comboio, com tantos assuntos ainda para resolver. E eu tenho pena. Lá vai ele, agora, guarda-chuva na mão, pilha eléctrica na outra, a pistola de alarme no bolso. A coisa não é para menos, pois o caminho, além de longo, é ruim de atravessar. Faz-me pena vê-lo partir, porque os bonecos do jogo ficam tristes, imobilizados, e quando, também, tanto havia para dizer.
Jóia de rapaz este que tem a alegria duma criança e dum sábio a candura. É ver como ele goza e poupa o brinquedo que para o filho comprou. Será sempre um incompreendido, só por que tem alma simples, pura. Bem intencionado, estamos a vê-lo, ainda, alevantar o nome de Freamunde, nos grandes periódicos, com despesas de arrombar!
Paladino de Eça (quem lhe nega o bom gosto), herdou um temperamento crítico, de fino sabor, dos seus, que já se foram.
Das letras, pintura, música, teatro, etc. (e neste etc. cabe muita coisa) de tudo sabe.
Jornalista preguiçoso, levou-lhe o diabo a ferrugenta pena, para só, de longe a longe, dar um ar da sua graça. Admirador do futebol, lá está sempre rentinho a acompanhar os rapazes, que já sentem a sua falta.
Com tão delicado sabor aprecia a renhida partida, como saboreia, no final, a boa tigela das papas, lá para os lados dos Congregados.
E, bom leitor, se tens gosto no teu guarda-chuva, não caias em emprestar-lho, pois com tanta fidelidade, em cena, representa o seu papel, que, no fim, em troca, só lhe poderá entregar um frangalho, tal como aconteceu ao pobre do teu amigo,

                                                           Fotógrafo barato


PARTICIPAÇÃO DE FERNANDO SANTOS NAS SUAS ESFERAS DE ACÇÃO

JORNALISMO: Colaborou no jornal, "O Comércio do Porto"; Inicial - Boletim da Associação Cultural João de Deus"; correspondente efectivo, em Freamunde, dos jornais, "Diário do Norte" e "Primeiro de Janeiro". Correspondente assíduo dos jornais regionalistas, "Gazeta de Paços de Ferreira" e "Fredemundus", onde, ao longo de vários anos, publicou uma colectânea de textos que deram origem ao livro, "Coisas Minhas", apresentado ao público no dia 13 de Junho de 2000 na Casa da Cultura de Freamunde, iniciativa do jornal, "Tribuna Pacense".

RÁDIO E TELEVISÃO: Participou nas peças radiofónicas: "As Minas de Salomão"; "Sempre Amigos" e "O Bom Filho". Dirigiu, ainda jovem, o programa de telefonia que o periódico "Bomba" mantinha na "Rádio Clube do Norte". Participação activa na "Rádio Inovasom", de Freamunde.

DESPORTO: Presidente da Direção (1950 e 1951), do Conselho Fiscal (1954 e 1955), da Assembleia Geral (1956, 1957, 1958, 1960 e 1963), Vice-Presidente da Assembleia Geral (1959, 1964/1965, 1965/1966, 1966/1967 e 1967/1968), do Sport Clube de Freamunde.

ASSOCIATIVISMO: Presidente da Direção (1957, 1958, 1959 e 1974); Presidente da Assembleia Geral (1951, 1952, 1953, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 1969, 1970), do Clube Recreativo Freamundense.
Elaborou o Regulamento Interno do Clube.
Fernando Santos, com estilo, na "defesa" das redes do Clube Recreativo

Presidente(1950, 1952 e 1953); Presidente da Assembleia Geral (1954 e 1955), e Substituto da Direcção (1957 e 1958), da Associação de Socorros Mútuos Freamundense.

FESTIVIDADES: Presidente das "Festas ao Mártir" ou "Sebastianas" em 1957. Durante anos a fio foi um dos grandes impulsionadores da confecção dos carros alegóricos.

TEATRO - PRÉMIOS QUE RECEBEU:
1965 - Prémio "Francisco Lavandeira" - 1º Prémio da Federação das Coletividades do Distrito do Porto.
Prémio "António Pinheiro" - 1º Prémio Drama-Encenação do S.N.I.
1966 - Prémio "Chaby Pinheiro" - 1º Prémio Farsa - Encenação do S.N.I.
1967 - Diploma de Mérito Artístico - do S.N.I.
1968 - Prémio "Araújo Pereira" - 2º Prémio - Encenação do S.N.I.
1969 - Diploma de Mérito - Festival de Coimbra.
1971 - Prémio "António Pinheiro" - 1º Prémio-Encenação do S.N.I.
1972 - Diploma de Mérito - Festival de Coimbra.
1975 - Diploma de Mérito - Festival Feira de S. Mateus/Viseu

ATIVIDADES QUE DESEMPENHOU:
Cursos de Encenação do FAOJ em Lousada, Baião, Amarante, Vila do Conde e Póvoa de Varzim;
Curso de Encenação no Funchal, no Teatro "Baltazar Dias", a convite do Governo Regional da Madeira;
Encenação no TEP da peça "Os Três Chapéus Altos", a substituir o brasileiro Luís Tito;
Encenação da peça "Sol na Floresta", do Grupo Cénico da "Ala Nun'Álvares", de Gondomar, para o concurso do S.N.I., tendo levado o grupo à final, em Setúbal;
Convite da "Seiva Trupe" para dirigir a encenação da peça "A Queda de um Anjo", de Camilo Castelo Branco, na adaptação do Dr. Luso Soares.
Convite do TEP para dirigir a peça "As Cadeiras-Celestes", de Norberto D'Ávila.

NAS REVISTAS:
"Gatas à Porta"; "Está na Hora"; "A Grande Fita"; "Mais um Ano"; "Freamunde é Coisa Boa" e "Freamunde de Ontem, e de Hoje".

NAS OPERETAS:
"Gandarela"; "As Pupilas do Senhor Reitor" (adaptação); "A Honra da Banda" (incompleta); "Moinhos de Vento" (tradução); "A Alegria da Aldeia"; "Verdades"; "A Flor de Açafrão" (tradução).

NAS COMÉDIAS, ALTAS COMÉDIAS FARSAS E DRAMAS:
"Um Diabo Bom Rapaz"; "Os Beliscões"; "Farsas Contemporâneas"; "Os Bonecos"; "A Loja (La Tienda)"; "O Cadáver do Senhor Garcia"; "A «M»" (tradução); "A Trisavó" (tradução); "Agência de Casamentos"; "Entardecer"; "O Sofá e o Rádio do Moisés" (tradução); "Tenho Um Milhão" (traduções); "A Casa da Felicidade" (incompleta); "Álbum de Família" (incompleta); "Tem Calma, Pacheco" (farsa); "A Descida do Orfeu"; "As Espingardas da Mãe Carrar"; "Anastácia"; "A Mãe"; "Uma Luz Sobre a Cama"; "Uma Noite de Primavera Sem Sono" (traduções).

MUSICAIS:
Estudos - Mozart, Beethoven, Rimnsky Korsakoft e Claude Debussy.