domingo, 9 de agosto de 2026

EFEMÉRIDES (9-8)

 EFEMÉRIDES
NESTE DIA (9-8) ACONTECEU...


1866
Nasceu António José de Brito, natural de Santo André de Cristelos-Lousada, filho de Gaspar António de Brito, mestre-pedreiro, oriundo de Aboim, aldeiazinha pertencente ao concelho de Arcos de Valdevez, e Ana Joaquina de Bessa, costureira, da referida freguesia de Santo André de Cristelos.
António José de Brito





2020
Missa Nova do Padre José da Silva Coelho, natural de Freamunde, na Igreja do Divino Salvador desta cidade.
Ambiente festivo na Missa Nova
do Padre José da Silva Coelho


sábado, 8 de agosto de 2026

EFEMÉRIDES (8-8)

 EFEMÉRIDES
NESTE DIA (8-8) ACONTECEU...


1927
Eduardo Nobre Leitão, que substituiu na regência da Banda de Freamunde, Joaquim Mendes Caldas, fez o primeiro ensaio no dia 8 de Agosto de 1927.



1998
Festa de Homenagem a "Tonanha".
«...Deu-me logo aquela saudade mas não posso arriscar» - Tonanha considerou ser muito gratificante a festa realizada e sentiu que ainda podia dar algo mais ao futebol.
Tonanha foi presenteado com lembranças de diversas instituições e amigos. Do Futebol Clube do Porto, por exemplo, equipa que prometeu e cumpriu, associando-se gratuitamente à festa, recebeu das mãos de Jorge Nuno Pinto da Costa, um dragão em estanho.
Tonanha participou nos primeiros minutos do desafio com a camisola do Freamunde - teve a ocasião de recordar, por momentos, velhos e bons tempos. Tonanha tinha visto interrompida, bruscamente, a carreira desportiva (uma arritmia cardíaca, ainda ao serviço do Belenenses, obrigou-o a deixar de fazer aquilo de que mais gostava: jogar futebol).
Ah! Quanto ao jogo, o Futebol Clube do Porto levou as coisas a sério e venceu por 4-2. Mas nem tudo foi fácil. A rapaziada do Framunde decidiu aplicar-se a fundo e perturbou  os "dragões" durante os noventa minutos. Júnior foi um "diabo" à solta e Joaquim Jorge fez levantar as bancadas com uma "bomba" sem hipóteses para Rui Correia.
Ficha do jogo:
Árbitro: João Reis (Porto)

S.C.Freamunde: Pinho, Celso, Monteiro, Viúla e Ricardo Fernandes; Joaquim Jorge, Calica, José Alberto e Tonanha; Júnior e Bock.
Jogaram ainda: Rui Ribeiro, André, Filipe, Couto, Paulo Sousa, Barbosa e Denilson.

F.C.Porto: Rui Correia, Chainho, João Manuel Pinto, Peixe e Ricardo Sousa; Lipcsei, Chippo e Panduru; Rui Barros, Mielcarski e Quinzinho.
Jogaram ainda: Miguel, Manuel José, Sérgio Rebordão, Djaló, Varela e Hugo Cruz.
Equipas conjuntas




sexta-feira, 7 de agosto de 2026

EFEMÉRIDES (7-8)

 EFEMÉRIDES
NESTE DIA (7-8) ACONTECEU...


1932
Na Sé Catedral do Porto, pelo então Bispo D. António de Castro Meireles, foi ordenado presbítero o cónego Alberto do Nascimento da Costa Brito, de 23 anos de idade, natural de Freamunde, filho de António José de Brito e Henriqueta Moreira Dias da Costa.
Iniciou actividade paroquial em Rande-Sernade/Felgueiras, passando alguns anos mais tarde para Silvares/Lousada. Em 23-9-1951 é nomeado pároco de S. Miguel de Nevogilde/Porto.



1939
A Banda de Freamunde, foi esclhida, entre muitas, para um concerto no Jardim Público de Guimarães, inserido na programação das Gualterianas, "ex-libris" das festas das redondezas.
Banda de Freamunde





1952
A Banda de Freamunde, associando-se à calorosa recepção prestada ao Eng. Rui Fernando da Cruz Vasconcelos, que, na Universidade do Porto, concluiu a sua formatura em Engenharia Química.



1963
Faleceu D. Maria das Dores Coelho Alves da Cruz, viúva do Dr. Alberto Cruz, distinto médico e ex-deputado da Nação.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

EFEMÉRIDES (6-8)

 EFEMÉRIDES

NESTE DIA (6-8) ACONTECEU...


1939
No salão do Clube Recreativo, no Alto da Feira, realizou-se um Campeonato de Sueca entre Freamunde e Porto para disputa de uma taça e de um jantar "à Taipa".
A vitória coube ao Porto devido à pouca sorte dos jogadores de Freamunde, Moura, Joaquim Pereira, Vitorino Marques Pinto e José Faria.
O salão foi pequeno para tamanha assistência. O Porto fez-se acompanhar de muitos adeptos que deram largas ao seu contentamento, improvisando uma orquestra.
Clube Recreativo





1983
Na residência de seu filho, Alberto Moreira Graça Leão, faleceu Felisbina Moreira Graça, de 99 anos de idade (nasceu a 29-7-1884), na altura uma das pessoas mais idosas de Freamunde.




2005
António Maria Leão Torres Correia lançou o livro "Freamunde-Apontamentos para uma Monografia".

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

EFEMÉRIDES (5-8)

 NESTE DIA (5-8) ACONTECEU...


1921
Fundação da loja de mercearia de Boaventura Correia da Fonseca "Venturinha", na Rua do Comércio.
Loja do "Venturinha"





1945
Ordenação, na Sé do Porto, do Padre Carlos Alberto Lameiras Matos.
Padre Lameiras





1964
Grande incêndio na ALBAR - Albino de Matos, Pereiras & Barros, Ldª.
Eram cerca das 19,00 hrs, quando na secção de estofos, as chamas irromperam e se propagaram rapidamente aos muitos móveis ali em preparação e ao travejamento do telhado, dificulando os trabalhos dos bombeiros.
Compareceram 15 Corporações, entre elas os Sapadores do Porto (importante e decisiva a participação dos seus profissionais), comandados pelo Tenente-Coronel, Alexandre Magalhães.
A falta de água contribuiu para o elevado prejuízo então orçado em 800 contos.





2016
Faleceu, após prolongada doença, Raúl Fernando Moreira Pinto, figura a quem a Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós muito ficou a dever.
Raúl: o 1º a contar da esquerda


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

 EFEMÉRIDES
NESTE DIA (3-8) ACONTECEU...



1974
Nos claustros da Câmara Municipal de Guimarães, inserido no programa das "Gualterianas", o GTF apresenção "O Barão", adaptação teatral, por Luís Sttau Monteiro, da novela do mesmo nome de Branquinho da Fonseca, peça que iniciou Vitorino Ribeiro na arte da encenação.
Vitorino Ribeiro






1991
Pedro Barbosa e Paulo Fernando rumaram para Guimarães e Famalicão, respectivamente.
Com as transferências, o Sport Clube de Freamunde "encaixou" 35.000 contos, verba que caiu (demorou, mas caiu, com muitos processos judiciais à mistura) como sopa no mel, face ao passivo acumulado de 68 mil contos, aproximadamente.
Com a venda (?) do "Carvalhal" grande parte do "déficit" ficou arrumado.
Todo o processo prolongou-se pelo tempo e o "falatório" deu pano para mangas.
89/90
Em cima: Vasco, Bráulio, PAULO FERNANDO,
Marcos António, PEDRO BARBOSA, Zé Nuno Amaro
Em baixo: Carlitos, Avelino, Luís Filipe, David, Américo





2008
Homenagem ao Padre Leonel de Oliveira, natural de Freamunde, pelos 50 anos de sacerdócio.



"ZÉZINHO DA CASIMIRA"

JOSÉ PINTO PEREIRA GOMES "ZÉZINHO DA CASIMIRA"

(4-8-1870/16-9-1942)



Filho de Joaquim Pereira Gomes e de Joaquina Pinto, casou, no dia 1 de Novembro de 1896, às 6 horas da manhã, na Igreja Matriz de Freamunde, com Carolina da Costa e Sousa, sendo celebrante o Pároco colado desta freguesia, Maximino Ferreira Alves.
Testemunharam, Manuel Augusto Pinto de Barros, farmacêutico, do lugar da Feira, e António Ferreira Alves, estudante, do lugar de Freamunde de Cima.


Carolina da Costa e Sousa e
José Pinto Pereira Gomes "Zézinho da Casimira"

O casal ocupou, primeiramente, uma casa emprestada por Bernardo Ferreira, em S. Sebastião, e por esses lados ficou.
Do matrimónio resultou o nascimento de 7 filhos: Helena, Zulmira, Joaquim, Julieta, José da Conceição, Augusto e Horácio, todos presentemente falecidos.


Augusto (filho); Julieta (filha); Carolina (mulher); " ZÉZINHO DA CASIMIRA"; Hermínio (neto); Horácio (filho)

Freamundense autêntico, possuído de paixão, espalhou tantos pormenores sobre a sua vida que, hoje, é perfeitamente possível estabelecer uma pequena biografia.
Terna e carinhosamente conhecido por "Zézinho da Casimira" - sua avó, onde foi criado, chamava-se Casimira -, era um homem de ideias, de carácter jovial, simplório e humilde, leal para os seus amigos e generoso para aqueles que encontrava com problemas. Uma alma nobre.
Para além de proprietário, sem ser capitalista, à actividade de comerciante alia novas e sucessivas ocupações, sem nunca dar sinais de dissabores e cansaço. Chegou mesmo a ser ajudante escriturário dos tabeliões Alexandrino Chaves Velho e Dr. Costa Eiras.


Fotografia tirada no início do século XX.
Fila de baixo: ZÉZINHO DA CASIMIRA, o 2º a contar da esquerda

Ganha o gosto de ler e devora todo o livro que lhe cai nas mãos. Não era dos que fugia dos compêndios como o diabo da cruz. Pelo contrário. As suas estantes passaram a intercalar autores clássicos com outros mais contemporâneos. Quando os "reais" lhe sobravam, comprava livros.
Foi a leitura quem o pôs pouco a pouco em contacto com o teatro, primeiro, e com o ensino particular, depois. A muitos rapazinhos que o procuravam, numa altura em que o analfabetismo grassava, ensinou as primeiras letras, abnegada e desinteressadamente, no palheiro de cereais do caseiro, ou, quando o tempo o permitia, na eira, no então lugar da Lage, ali pr'ós lados de S. Sebastião, quem vai para Freamunde de Cima.
Foi assim que preparou para exames de instrução primária do 1º grau, em meados dos anos vinte, dezenas de instruendos - o que o transformava numa autêntica instituição de utilidade pública -, conforme me elucidou Alfredo de Matos "Cherina", seu ex-aluno, colega de João "Catano", Zeca Pedra, Alberto Pinto... Já antes, ainda no período monárquico, tinham passado pelas suas mãos muitos jovens, alguns referenciados: Albino R. C. Machado, Ilídio Correia da Fonseca, Joaquim de Sousa Mendes, João Pereira, Felisbina da Costa Seixal (sua afilhada, por sinal)... É verdade, uma menina, numa época em que pouquíssimas crianças do sexo feminino frequentavam o ensino.
Estreou-se como ensaiador da arte de Talma, em 1908, à frente da "Troupe Artística Dramática Freamundense", levando à cena alguns Autos, de cariz essencialmente popular.
Volta à actividade teatral, em 1914, oferendo ao público interessado hilariantes comédias. Pôs, assim, à prova todos os seus recursos criativos, imaginativos e com uma entrega total.
Homem simples, do povo, foi com simplicidade que realizou o seu trabalho, sentido, apaixonado, com sinceridade e respeito.
Mas, além dos atributos de homem culto, Zézinho era, sobretudo, um cidadão exemplar, uma personalidade íntegra.
Com ele muitos aprenderam a sabedoria das coisas simples e naturais.
Tornou-se rapidamente uma figura de interesse local pela imagem que criou na comunidade.





Nas festas que se faziam nessas épocas, na freguesia de Freamunde, em honra ao Mártir S. Sebastião, Menino de Deus, Sagrado Coração de Jesus, Senhora da Hora, S. Tiago, S. José, Santo António, Divino Salvador, Senhora da Conceição, Santa Luzia..., o seu contributo era indispensável.
Extremamente habilidoso - nos tempos livres, trabalhava, com uma pequena serra manual, a madeira como ninguém, conseguindo pequenos brinquedos em miniatura, de várias formas e feitios (roletas, rapas, piões, carrinhos...), que amavelmente oferecia às crianças mais carentes pela quadra natalícia -, eram dele as cascatas, dum gosto desusado, que se faziam, quase sempre, junto à casa das "Elvirinhas". Zézinho era um cascateiro emérito. Um pequeno génio inventivo. Das suas mãos surgiam maravilhas em forma de figuras.

Bairrista de gema, serviu com denodo várias colectividades e instituições locais. Em 30 de Novembro de 1890, foi um dos elementos que compôs o grupo de cidadãos que convidaram a freguesia para a reunião efectuada na moradia de Albino Augusto da Costa Torres, em S. Francisco, tendo em vista a criação da Associação de Socorros Mútuos Freamundense. Nomeada a comissão, fez parte da mesma.
Durante, aproximadamente, 30 anos, destacou-se como elemento activo nos diversos orgãos sociais da referida benemérita Associação.



Associação Socorros Mútuos Freamundense

Foi, também, um dos fundadores da Assembleia Freamundense.
Cidadão que não se sujeitava à humilhação nem alugava consciências, revelou-se, na política, propagandista republicano, integrando, em 1895, a 1ª Comissão Municipal Republicana do Concelho, liderada pelo Dr. Leão de Meireles.
Na Junta de Freguesia, serviu vários mandatos como tesoureiro e vogal, sendo nomeado secretário/escrivão da mesma de 1927 a 1941.
Este simpático e empenhado bairrista, faleceu no dia 16 de Setembro de 1942, com 72 anos de idade, no estado de viúvo desde 3 de Dezembro de 1933, no edifício da Ordem Terceira de S. Francisco, Freamunde, onde residia sua nora Carolina Marques da Costa.



"Zézinho da Casimira"


O funeral, onde se incorporaram dezenas e dezenas de freamundenses, traduziu-se numa cerimónia simples, como ele gostaria; discreta, como discreto ele soube ser em vida; sentida como a sua rara sensibilidade exigia.
O "Homem" que só pensava estar ao serviço dos entes queridos, da terra que o viu nascer, dos desprotegidos, mesmo depois de morto surpreendeu. No seu testamento deixou expresso que grande parte das suas economias, fossem distribuídas pelos indigentes da freguesia.
Em 1983, por altura das comemorações do cinquentenário de elevação de Freamunde a Vila, o seu nome ficou perpectuado em placa toponímica: Rua Zézinho da Casimira (Começa na Rua Brigadeiro Alves de Sousa; Acaba na Rua Pintor Santa Marta).



Descerramento de placa toponímica pelo neto, Hermínio Pinto