EFEMÉRIDES
NESTE DIA (27-10) ACONTECEU...
1977
TAÇA DE PORTUGAL
Freamunde - 1 / Paços de Ferreira - 2
Eliminado o Cabeceirense por 4-0, em dia de enorme temporal, o sorteio ditou, para a 2ª eliminatória, um sempre apetecível Freamunde/Paços de Ferreira.
Sob arbitragem de Azevedo Duarte, de Braga, as equipas evoluiram assim:
Freamunde: Miguel, Ribeiro, Viana I, Justino e Luís Afonso; Teodoro Faria (Andrade), Rolando (Martinho) e Viana II; Pinto, Abel e Ernesto.
Paços de Ferreira: Luz, Artur, Zé Manel, Quim e Jorge Leal; Pinto, Hélder Ernesto e Dias; Pincho, Capitão Mor e Juvenal.
Alguma vez tinha que acontecer. E aconteceu mesmo, no "Carvalhal", onde o Paços acabou com o feitiço que lhe esmagava a alma há vinte e cinco anos. O borrego, velho, moribundo, a cheirar a mofo, sentiu, finalmente, o cutelo no pescoço. Os pacenses venceram por 2-0 e fizeram chorar, amargamente, os freamundenses no final daquele encontro.
Nessa fatídica tarde o "azul" não brilhou, não raiou, eclipsou-se. Os jogadores equivocaram-se tacticamente, actuaram desprovidos da inspiração necessária, sem mística - teria acabado? -, enfim, toda a estrutura dos locais desiludiu.
O Freamunde perdeu pela primeira vez em provas oficiais, é certo, mas para o campeonato o Paços de Ferreira teve de esperar mais uns bons anos até cantar victória.
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Em cima: Miguel, Da Silva, Abel, Leão, Justino e Martinho Em baixo: Rolando (jogador/treinador), Teodoro Faria, Luìs Afonso, Gonçalves e Ernesto |
1991
Casamento cigano em Freamunde, de muito valor e respeito, que reuniu três mil pessoas.
O largo da Feira Nova, no Outeiro, cedido pela Junta de Freguesia de Freamunde, denotava o frenesim dos preparativos para a festa, programada ao pormenor e de acordo com a mais fiel tradição cigana. Os pais do noivo, Nuno, de 18 anos, avisavam que só havia casamento "se ela fosse virgem". A madrinha da noiva Dolores Monteiro, de 18 anos, Maria Conceição Soares, estava tranquila: «Ela é purinha. Não temo a junta médica (três senhoras de experiência) contratada pelos pais do pretendente».
Cantou-se, dançou-se, petiscou-se e bebeu-se, mas quem se excedesse seria preso com uma corda.
Nada faltou, em fartura: cabrito, borrego, porco, marisco e, claro, vinho a rodos.
Em comida e roupas os pais dos nubentes desembolsaram "mais de dez mil contos".
Qual a razão de Freamunde ser a terra escolhida para a festa, sendo o noivo de Guimarães e a noiva de Santo Tirso?
É que o avô de Dolores, Manuel Monteiro, "um homem honesto e muito respeitado, residente em Freamunde, obteve, sem qualquer entrave, autorização da Junta de Freguesia para a cedência do espaço.
Manuel Monteiro, "Morro de Vaca", como era conhecido entre a comunidade cigana, garantiu desde logo que no final tudo ficaria impecável. Ninguém sairia dali sem limpar convenientemente o largo.
Fonte: Jornal de Notícias
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| Manuel Monteiro |
2009
Mudanças na "Feira" causam revolta.
A Câmara Municipal encontrou uma solução que parecia viável para os vendedores da Feira de Freamunde, junto à piscina municipal, mas teve de cancelar a de 13 de Novembro, por falta de condições necessárias em tempo útil, por força das obras da Escola Secundária, no Outeiro, que estava a ser construída junto ao local onde habitualmente se realizava esta feira quinzenal.
A feira passou a realizar-se junto à piscina, provisoriamente, dizia-se, mas a verdade é que por lá continua.